quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Estou fora...

Deste mundo
da realidade.
De série
de linha
das convenções
e dos padrões
da sociedade.
De hora
de mão
de questão.
De combate
da violência
das drogas.
De más influências
da infelicidade
da desesperança
do ódio.
De época
de contexto
da moda
da estação
de tom.
De julgamento
do armário
de cena.
Do sério
de juízo
de controle.
De mim.


PS:Mas não
da lei
de cogitação
nem de jogo
PS2: de uso -t
PS3: de sexo
tô dentro
tô fora
tô dentro
tô fora
riariariar
PS4: FELIZ ANO NOVO! ;D

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Just4Fun

E esse Brasil que não muda, hein? Sempre quente, credo. Ainda bem que estou acostumado com coisa pior. Mas meu manto não ajuda muito.
Enfim, estou aqui por um motivo diferente do habitual. Não vim a negócios. Faz um bom tempo, nem lembro exatamente quando, deixei aqui um de meus tesouros. Um baú cheio de moedas. Mas não qualquer moeda, elas não tem nenhum valor monetário no que se refere a vocês, ainda assim são valiosas e estou precisando de uma. Quando enterrei o tesouro, o local não passava de mato. Bom, nesse aspecto o Brasil mudou, atualmente é uma escola infestada de pirralhos, os piores pro meu tipo de trabalho, sabe como é. Na época escolhi aqui para escondê-lo pois os seres viventes eram animais (nesses eu confio) e uns índios que não tinham a cobiça dos malditos europeus, na verdade sempre foram muito inocentes com tudo, não gostei de trabalhar com eles, muito peso na consciência...
Hoje, agora é o que, uma hora da tarde? Nesse horário não costuma ter ninguém na escola, certo? Troca de turma e tal. Ai como sou esperto (tudo bem que a idéia era vir de madrugada, mas não podia perder aquele almoço bacana no Japão!).
Tá tudo bem calmo, entro pelos portões quase tão seguros quanto os de algumas prisões e caminho tranquilamente pelo pátio brincando com um pequeno pingente em forma de 'L' entre meus finos dedos.
Chego no local onde minhas moedas estão enterradas e ironicamente ali no chão tem uma pixação, uma declaração de amor tosquista e simplória, e entre os nomes dos enamorados tem um X. Minhas habilidades me permitem retirar o baú, pegar a moeda (duas, só pra garantir) e devolvê-lo para debaixo da terra sem deixar vestígios de que algo como uma escavação aconteceu por ali. Embora teria sido engraçado ver quais teorias eles bolariam pra explicar, muito criativos esses humanos, mas não quero arriscar a segurança do meu tesouro.
Estou caminhando de volta para a saída e me deparo com um telão enorme no pátio que nem tinha reparado antes, ando um pouco distraído com tanto trabalho. E pra piorar começa a entrar uma infinidade de estudantes empolgados. Pelo jeito teria uma exibição, sei lá. Quando dão de cara comigo, alguns riem, outros se assustam, desencadeio diversas reações. Uma professora vem conversar comigo, mas eu só sorrio com um aceno de cabeça e continuo em meu caminho. Prefiro não criar intimidades pra depois não, enfim... Só o que consigo pensar é que deveria ter usado um disfarce, como faz um dos meus patrões. A cobra costuma funcionar bem, mas qualquer que fosse já me ajudaria pra diminuir o calor e os comentários que eu estava fingindo não ouvir.
Passando no meio daquela multidão alguém, algum adolescentezinho infeliz passa a mão em uma de minhas moedas. AH ESSES BRASILEIROS!
Aí eu não me controlo, bom na verdade um pouco ou aquilo viraria uma tragédia, e grito o mais alto que posso (com a voz mais medonha que consigo improvisar): "QUEM ROUBOU A MINHA MOEDA VAI MORRER!"
É, eu sei. A ameaça não é a melhor, considerando tudo, mas o efeito de trovão e o eco retumbante que eu dou fazem um bom trabalho. Logo arremessam de volta a moeda aos meus pés. Eu a pego.
"Obrigado, tenham uma boa tarde."
Estou quase saindo daquela loucura quando ouço umas piadinhas. Olha, já to aqui mesmo, então.
"QUEM NÃO ME RESPEITAR VAI MORRER!"
Mais uma vez silêncio absoluto, mas uma patricinha desgramenta faz uma careta nojenta que eu não aguento. Aponto minha mão pra ela que a faz arregalar os olhos. O pessoal fica esperando, meio apreensivo (adoro fazer mistério) até que eu aponto pro chão e ela cai dura. Não precisava dessa ceninha toda, mas to querendo me desestressar. Mil pés correm para acodí-la.
"Ih, gente, relaxa. Ela acorda daqui a pouquinho."
OU NÃO, completo pra mim mesmo. Hihi. Não curto desafiar a ordem das coisas, mas pensem: ela poderia ter um futuro muito pior.
E saio correndo, todo saltitante.
No fim dos degraus topo com uma menina. Nada demais. Mas ela estava com um celular na mão que eu estou querendo faz tempo. Pego o pingente, destravo o modo de segurança e ele cresce, revelando-se. Minha querida foice!
Passo a ponta dela na argolinha do chaveiro do celular e puxo pra mim. YES. Agora tenho um celular modernuxo que toca musicas e tem joguinhos (só pra MATAR um tempinho).
 
Ah, a moeda? To com vontade de comprar um manjar dos deuses que tem numa máquinha automática nova lá no Paraíso.
 
PS: Meio que uma fic do @realMORTE que surgiu de um sonho.
PS2: No sonho, depois que ele roubava o celular, ainda acontecia uma luta, ele vencia (óbvio) e saia andando em câmera lenta, com vento na capa, um pôr do sol ao fundo e tocando aquelas músicas triunfantes de final de filme de ação. xD
PS3: Ia fazer piada com tesouros/relíquias da Morte, mas...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Vasos

Cultura é um pacote de influências.
É tipo um box que você compra, abre e de dentro vai tirando diferentes formas de expressão que unidas compõem a sua cultura.

Dois termos na frase acima estão parcialmente errados.
Primeiro "comprar cultura" é bem deprimente, mas é como estamos hoje em dia. Ou você compra cultura ou tem pouco e difícil acesso à ela.
Segundo "a sua cultura" que também é triste, frio e individualista, mas isso também é um reflexo da nossa atualidade. A cultura em massa é muitas vezes considerada ruim (o que as vezes é verdade), por isso cada um vai construindo pra si sua própria cultura, sua própria noção do que é bom e ruim, do que é certo e errado. O que pode ser perigoso.
Incrível como isso difere do que era visto em meados do século passado e o irônico é que o pacote da nossa cultura é resultado de influencias diretas ou indiretas do passado cultural do mundo. Cultura é um pacote de influências, pois influencia e é influenciada.
Na verdade o conceito de cultura variou muito desde que nós, seres pensantes, resolvemos criá-lo.
E aí: estamos culturalmente mais ricos ou mais pobres? Necessitados sempre fomos...

Peguei-me pensando nisso, não pra discutir nem pra criar caso, mas pra aprender algo. Pra ensinar algo pra mim mesmo: respeito.
Assim como eu quero respeito pelo que eu gosto e considero como cultura, devo aos outros o mesmo.
 
PS: O título é uma metáfora, um chocolate pra quem entender.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

White Princess

Or Pink?
Kassandra Gon-Lumin, princesa de Luminarum
Mestra de Mythra, a dragonesa branca.
Aquela menininha.

Espero postar mais desenhos aqui assim que comprar uma tablet!

PS: Confesso que o desenho é do ano passado, mas tá valendo.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ferão (ou Jonanda)

"Gente, olha aquela miudinha super alternativa ali no canto... ESPERA ela ri q nem porquinho AI Q FOFA! E não é que ela parece ser gente boa!"
PLIM
Mais de dois anos depois eu COMPROVO que você é muito mais que isso, muito mais que um punhado (um tanto pequeno) de defeitos ou qualidades.
Você é simplesmente, e não que isso seja pouco de maneira alguma, uma peça fundamental e indispensável na minha vida ou como muitos chamam: AMIGA (bff também serve).
Não dá pra falar que é tudo mil maravilhas, mas isso seria até chato e falso, o que entre a gente não existe, né? CHATICE E FALSIDADE? Bye.
Mas acho nossos momentos tensos os mais legais da minha vidinha, não consigo e nem quero mais pensar nela sem você, porque NÃO DÁ!
Tanto em comum, tantas diferenças. Tanta compreensão, tanta zuera. Tanta falta, tanta presença.
Poderia me extender por milhares de palavras e páginas, mas para compreender Fernanda, é só saber que ela é o ser MAIS APAIXONANTE da face desse planeta!

Fer,
FELIZ ANIVERSÁRIO (L)
Tenha um dia maravilhoso e que a gente
possa comemorar muitos 5 de dezembro juntos!

PS: sou mto grato pela sua amizade, sua linda! espero que você tenha consciência disso.
PS2: #FERGALICIOUSday bombando no twitter, gente! ;D

sábado, 27 de novembro de 2010

Steps to becoming a Princess

Se puder, leia ouvindo isso.
Mesmo dentro daquele pátio, o qual era sempre frio por sua altitude elevada e pelas grandes janelas ao redor, a rainha suava muito e tentava diminuir o que sentia abanando um delicado leque em seu colo. Kassandra, aos seus nove anos, não se acostumara a ver a mãe tão abatida, pois apesar de solitária era sempre gentil e simpática com o sorriso mais lindo do mundo aberto para qualquer um com quem conversasse, desde suas colegas gordas da nobreza até o menos íntimo empregado. A menina, preocupada com a mãe Yasmim, deixou seus brinquedos mimados e chegou mais uma vez até ela com as sobrancelhas truncadas, mas falando o mais calmo, o quanto sua preocupação deixasse, possível.
_Mamãe, tem certeza que não precisa ver o médico de novo? Está frio e a senhora aí, derretendo!
Yasmim, mesmo com a expressão tensa, não conseguiu deixar de achar engraçado.
_Obrigada por perguntar mais uma vez, minha filha, mas não. Da última vez ele me disse que não era nada, talvez uma febre casual... É o que dá ficar trancada aqui respirando sempre o mesmo ar._ Depois de um longo suspiro a rainha continuou _Mas eu tenho que me resguardar, se fizer muito esforço deve piorar, além disso, sinto que vou desmontar por inteiro só de pensar que preciso descer todos aqueles degraus apenas para inspirar ar puro.
_Mas mãe, você é uma rainha, pode mandar levá-la pra onde quiser nos ombros de alguém, ou até em cima da cabeça! _a menina inconformada cruzou os braços, tentando mostrar a mãe que se sentia incomodada com aquilo tudo.
_Kassandra Gon-Lumin! Que modos são esses? Não me venha com desculpas esfarrapadas e pelo amor de Mythra, não me obrigue a me esforçar muito mais do que isso... No máximo vou agüentar lhe dar mais uma bronca!
A menina riu inocentemente, descruzou os braços e foi saltitando de volta para junto de seus brinquedos no meio do pátio.
Uma leve brisa invadiu o local, tirando a inércia das cortinas cor-de-rosa. Mais uma vez, Yasmim suspirou como se fosse por uma última vez, extraindo daquele novo ar toda a pureza que conseguia, mas não se sentia bem definitivamente.
_Esses são os modos do papai. HAHA! _a princesa ria distraída, mas sua mãe nem prestara atenção em suas palavras. Isso a preocupou, pois costumava responder a essa piada enumerando as bem-aventuranças do marido Zerus e tudo que ele fizera de bom para Luminarum. _É... Mamãe?
_Sim?
A voz da rainha era quase inaudível, o leque balançava em um ritmo lento e repetitivo, quase automático, quase escorregando de suas mãos.
_Porque o papai não está aqui? Ele faria a senhora se sentir melhor. Você sabe, com a ajuda da Mythra...
_Ele fez aquilo de novo? Seu pai é um irresponsável, mas é claro...
_O que? _perguntou Kassandra desesperada ao ouvir a voz de sua mãe desaparecendo.
_... Ele fará o que for preciso pra ter o que quer dessa vez, esteja onde estiver. _Pela primeira vez, Yasmim esboçou um sorriso no canto dos lábios ressecados.
_Onde ele está mãe?
_Foi ver Thor, o rei amarelo.
Kassandra desviou o olhar de seus brinquedos e mirou a mãe.
_Eu adoro essa cor, mas prefiro o rosa. Esse do seu leque!
O leque referido caiu repentinamente das mãos de Yasmim, revelando sua fraqueza.
_MAMÃE!
_Seu pai tem falado de guerra, ela é inevitável, mas não deixe que tome conta dele, nem de você... Kassandra, você sabe o que eu quero dizer, minha filha.
_Por que está falando isso mamãe?! Eu não... _a menina se jogou aos braços da mãe e encostou a cabeça em seus peitos, que estavam em uma temperatura inacreditável. Quente. Logo Kassandra percebeu que o calor ia se esvaindo. _... Eu vou chamar ajuda, você piorou muito!
_Espere aí! _antes que a filha saísse correndo, Yasmim reuniu suas últimas forças para segurar a sua mão. _Você tem que me ouvir agora, aconteça o que acontecer, eu a amo e seu pai também, mas ele está cego. Mythra obedecerá a você... _Suspiros breves e espremidos cortaram a voz da rainha, seu rosto contraía-se e Kassandra desviou os olhos. _Seja forte, não aceite injustiça... Faça o que puder, a paz... melhor... guerra.
Sem coragem de olhar a luz que se apagava nos olhos da mãe, a menina correu para a grande porta do pátio que levava as escadas da torre, à procura de ajuda. Antes mesmo de alcançá-la, lágrimas escorreram dos olhos dela e quando levantou a cabeça, ambas as folhas da porta arregalaram-se sozinhas.
O grito dela soou alto por todo o lugar. Aquele foi o hino de morte da rainha branca, Yasmim Gon-Lumin. Kassandra espera por sua bronca até hoje.
PS: Mythra, que tem poder de cura, é a dragão do rei e seria de Kassandra quando ela for rainha.
PS2: Achei esse texto mofando no dA e resolvi postar aqui, é um trechinho de um flashback da Kass, personagem de Seogard, uma de minhas histórias com a Bruna.
PS3: Talvez dê uma revisada no texto e reposte depois.
PS4: EU DEVERIA ESTAR ESTUDANDO! Dx

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ah, se eu tivesse talento.

Eu teria uma banda, mas como não tenho...
Contentarei-me com esse meme super legal que eu peguei no blog da Mary!

'O negócio é o seguinte: tá rolando no facebook uma brincadeira bem legal onde o propósito é "criar" sua banda; o nome e a capa de um CD. Funciona assim:

Acesse um artigo aleatório no Wikipedia em http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random. O título do primeiro artigo que aparecer será o nome da sua banda;

Veja algumas citações aleatórias do Quotations Page em http://www.quotationspage.com/random.php3. As últimas quatro ou cinco palavras da última citação será o nome do seu álbum;

Explore fotos interessantes do Flickr na última semana em http://www.flickr.com/explore/interesting/7days. Não importa quais fotos apareçam, a terceira delas será a capa do seu álbum;

Use o Photoshop ou o GIMP para fazer a montagem da capa do seu álbum;

Publique o resultado final no seu mural no Facebook juntamente com essas instruções, e “marque” na imagem todos os amigos que você quiser chamar para a brincadeira.'
 
E TCHANAM! A minha capa ficou assim:
Olha que complexo e irônico: o nome da banda é de um navio da marinha dos Estados Unidos. xD
O título do CD achei a minha cara. HIHI

domingo, 21 de novembro de 2010

Meus Companheiros #1

Se minha preguiça se materializasse em um ser vivente, ela seria enorme. Um grande gato do tamanho de um urso marrom, sempre deitado e se espreguiçando espremido debaixo da minha cama. Sua calda balançando vagarosamente e suas grandes patas coçando o pêlo cinzento o dia todo.
Minha timidez, um caranguejo com uma carapaça cor de areia, tentando sempre se camuflar por aí e quando me agarra com sua pinça, é uma luta pra soltar.
Minha determinação seria uma tartaruga esforçada. Nunca parada, seguindo em frente em sua árdua jornada para alcançar seus objetivos, mesmo que num ritmo absurdamente lento.
Minha teimosia seria uma mula vermelha. É. Quando empaca já era e ainda acaba chamando mais atenção do que deveria.
Meu humor, uma hiena com sua irônica crueldade alternada com longos momentos de pura felicidade (quando com um pedaço de carne na boca).
Minha imaginação? No mínimo ela seria uma águia de longas penas voando livre pelos mais altos e distantes céus, entre as mais macias nuvens. Observando e absorvendo cada paisagem com as quais seus potentes olhos se deparem. Batendo as asas incansavelmente, ela voaria pra sempre, se deixassem.
Minha inteligência seria um esquilo voador. Precisamente voando de galho em galho, com experiência suficiente para saber onde pode (ou não deveria) ir, mas com uma atenção insignificante a ponto de ser imaculada pelo minimo movimento das folhas.
Minha paixão seria uma longa serpente com vivas cores pelo corpo escorregadio. Venenosa? Talvez, mas sempre pronta para dar o bote, seja quais forem as consequências. Assim como ataca, foge num piscar de olhos e não mais a encontraria, a menos que ela mesma quisesse.
Meu amor acho que seria um polvo. Misterioso e escondido, sempre bem misturado com a paisagem ao seu redor, pra me deixar cada vez mais confuso.
Minha lealdade um vira lata. De pêlo cor de mel e algumas manchinhas marrons pelo corpo, inclusive uma no focinho. Seus olhos carentes sempre atentos, bem como as orelhas empinadas com o mais baixo som incômodo. Obviamente denunciando suas verdadeiras emoções com o abanar da cauda e pronto para, a qualquer momento, defender quem mais lhe é precioso.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Regras para um bom relacionamento.

Elas existem?
Se sim, elas regulamentam o que? Determinam o que? Um relacionamento saudável, estável, duradouro e antiquado à moda antiga?
Paquera, pegação e essa coisa toda que surgiu com essa geração do novo milênio funciona de verdade? Só quando envelhecemos adquirimos experiência e sabedoria para equilibrar esse fogo todo com o tal do "amor"?
Ó, são tantas perguntas e eu sem resposta para todas. Ainda não me encontro, sabe. Perdido entre gerações, literalmente.
Digo isso porque me apaixono pelo que o tempo confere às pessoas, mas descobri uma recente atração pela juventude, talvez por me lembrar de tudo que eu deixei de fazer enquanto teen. (Nossa, falou O VELHO de 20 anos, né.)
Tô dizendo tudo isso pra desabafar o seguinte:
Conheci alguém através de um amigo, no começo era tudo normal, só coleguinhas. Depois começa a crescer um certo interesse diferente, seja este qual for.
Aconteceu alguma coisa? Sim.
E com isso eu já me perco, falta de prática (com isso quero dizer qualquer coisa a mais que um "oi" com segundas intenções). Como reagir? O que esperar agora? Mais perguntas.
Ou melhor: precisa de mais perguntas?
QUERO RESPOSTAS.

Pegar sem se apegar.
Será essa a solução?

PS: Quase fui impessoal, generalizando de novo... mas lapidei o texto (acho que até demais).

terça-feira, 16 de novembro de 2010

What I've learned so far...

Faz quase um ano que eu não estudo.
Faz quase três anos que eu não estudo de verdade.
Mas creio eu que nunca aprendi tanto na vida quanto nesses tempos.
Aprendi sobre mim mesmo, aprendi sobre a vida em si. Aprendi que minha vida permanecer ou mudar só depende de mim.
Claro que eu posso sofrer influencias, direta ou indiretamente. E essas energias, positivas e negativas, têm se tornado um pouco mais evidentes pra mim. Não sei se aprendi a notá-las só agora ou se elas nunca existiram antes, mas com certeza sua presença tem se mostrado cada vez mais forte e capaz de mudar um pouco as coisas.
Aprendi a me distanciar de fontes de energia negativa, a vida que não muda ou muda pra pior é culpa destas. O céu se abre em novas possibilidades, como se rachasse no meio e de dentro saíssem raios de sol. Raios dourados como nunca vistos e iluminam o caminho certo a se trilhar.
A grama verde brilhante reflete em mim esse calor absorvido e dele eu tiro a sabedoria pra continuar aprendendo.
Aprendendo que essas energias positivas nunca vão me deixar cair no abismo mais escuro, seja qual for sua profundidade. E que se cair, influenciado ou não pelas negativas, elas me resgatarão sem o menor titubear. Basta que eu as aceite.
Eu dei meu passo. Abri meus olhos e ouvidos, estou vendo e ouvindo tudo o que posso, pra tirar de tudo o melhor pra mim. Inclusive do que parece não ser muito bom. É fácil aprender com experiências boas, e nem reclamo disso, mas as mais valiosas lições eu tiro das quedas que sofri. Erguer-se, com ou sem ajuda, é o ato mais nobre quando não me coloco acima de ninguém na subida que me encarrego de trilhar.

PS: Nem gostei, odeio ser redundante, mas finalmente consegui escrever algo, então vai isso mesmo.
PS2: Juro que vou tentar ser menos subjetivo e impessoal nas próximas.
PS3: Não costumo me deixar influenciar diretamente por essas energias, mas elas inflenciam o mundo ao redor e obviamente uma hora acabam chegando em mim e... parei, ou vou continuar filosofando até amanhã.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Cold or Cool?

Nenhuma verdade me machuca
Nenhum motivo me corrói
Até se eu ficar
Só na vontade, já não dói

Nenhuma doutrina me convence
Nenhuma resposta me satisfaz
Nem mesmo o tédio me surpreende mais

Mas eu sinto que eu tô viva
A cada banho de chuva
Que chega molhando o meu corpo nu

Nenhum sofrimento me comove
Nenhum programa me distrai
Eu ouvi promessas e isso não me atrai

E não há razão que me governe
Nenhuma lei pra me guiar
Eu tô exatamente aonde eu queria estar

Mas eu sinto que eu tô viva
A cada banho de chuva
Que chega molhando o meu corpo

A minha alma nem me lembro mais
Em que esquina se perdeu
Ou em que mundo se enfiou

Mas já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Faz algum tempo

A minha alma nem me lembro mais
Em que esquina se perdeu
Ou em que mundo se enfiou

Mas eu não tenho pressa
Já não tenho pressa
Eu não tenho pressa
Não tenho pressa

Pitty - Déjà Vu
Minha música favorita dela. Sempre me identifiquei com a letra, mas ao ouvir hoje de manhã senti que agora entendo muito melhor o que ela expressa.

PS: TÔ VIVÄM!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

É tudo uma questão de química

Nascemos sem a escolha de nossos laços sanguíneos, que desenvolvem-se para o bem ou para o mal. Com o passar do tempo descobrimos que existe algo diferente. E tem um potencial incrível, capaz de ser mais forte e sólido que meras semelhanças no sangue. Não desmerecendo a família e seus valores, quem me conhece sabe que eu primo muito pela minha.
Só que o mundo trata de nos apresentar muitas pessoas. Tantas que algumas nem se quer guardam um lugar na memória. Diferente de certas outras cujas reações conosco é irreversível. Reação química, de dois compostos que se misturam perfeitamente. E não se separam mais. Nunca mais.
É difícil, quase impossível achar o seu próprio elemento compatível, mas nunca deixamos de correr atrás. Sorte, destino ou recompensa pelo esforço feito, a vida me trouxe ela. Entre conversas, risadas e lágrimas foi acontecendo essa reação.
Uma reação tão perfeita realizada com o melhor dos catalizadores: a amizade. Sem perdas, só ganhos. Sem cobranças, só apoio. Sem mentira, só verdade. Sem ácido, só base. Uma base bem forte que sustenta e ainda sustentará a nós por muito tempo.
Pressão? Só as vezes quando rola aquela chantagem pra um fazer o que o outro quer, nada fora do comum.
Temperatura? Quentinha. Do abraço que me acalenta.
Volume? O maior. Que ocupa meu coração inteiro.
Essa química nos liga até os átomos que, dependendo do momento, o positivismo de um auxilia na negatividade do outro.
Enfim, nada pode dar errado quando isso acontece. Nada pode dar errado quando o equilíbrio está em nosso favor.
Nada pode dar errado quando se tem uma amiga dessa.
É por isso, e por muito mais, que eu só tenho a agradecer, Mariana Lazarini.
1 beijo, sua linda!
 
PS: Estreiando marcador novo por pura e espontânea pressão vontade. Nesse vou puxar o saco falar dos amiguinios!
PS: Não vou prometer um próximo pra ninguém, quando eu postar, postei. E quero que seja surpresa, claro. Hihi.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

É muita magia, é muito amor!

Falta um mês!
E eu não poderia estar mais ansioso.
Pra ajudar hoje saíram 8 novos comerciais de tv.
Ah, sim, certo. Estou falando de Harry Potter e as Relíquias da Morte, Parte 1.
*-*
E pra celebrar essa data e acalmar a minha ansiedade, vou fazer um post especial. Mais uma listinha: As sete cenas que eu mais gosto NOS FILMES. Vamos a elas?
1- Dumbledore entrega a taça das casas (PF)
Eu choro que nem criança me emociono toda vez que vejo essa cena. Ele falando do Nevile e talz.
Ah, a cara do Draco é impagável.

2- Fawkes cega o basilisco (CS)
Eu amo essa fênix e e e na hora q ela vem cantando e e e ainda depois ela chora e e e OOUN.

3- Harry e seu mega master blaster patrono (PdA)
Eu ainda lembro da primeira vez q vi esse filme [ainda não tinha lido o livro] e pirei o cabeção quando ele descobre que ele mesmo manda os dementadores pro beleléu.

4- O túmulo do pai de Tom Riddle (CdF)
A cena toda é foda, da morte do Edward Cedrico, a chegada dos comensais e o Priori Incantatem. Só não gosto muito do Harry sendo torturado. Atuação infeliz, Daniel.

5- Ordem da Fênix contra os comensais no departamento de mistérios (OdF)
Nem preciso comentar, porque né...

6- Dumbie vs Voldie (OdF)
O melhor duelo de magia ever, na série. Acho que não terá nenhum melhor.

7- Harry toma a felix felicis (EdP)
Se um ator tem que ser bom pra fazer drama, ele tem que ser melhor ainda pra fazer comédia ou não. E o Daniel se superou nessa.

Destaco também as cenas: quando Harry e Ron seguem as aranhas; a Cho olha pro Harry e ele baba o suco; a Umbridge faz o Harry escrever com aquela maldita pena; a memória que o Dumbledore visita o Tom no orfanato; a da caverna, com a incrível trilha sonora que dá todo o clima.
Bah, por falar nisso eu piro em TODAS as introduções.
 
PS: São sete por um motivo bem óbvio.

domingo, 17 de outubro de 2010

Curse Words

Palavras Amaldiçoadas, malditas, de maldição, que amaldiçoam. Ou como as conhecemos: PALAVRÕES.
Voltando só um pouco no tempo, quando Justins Biebers e Restarts da vida nem sonhavam em fazer sucesso [HAHAHAHA ótima piada, né? Sucesso... ai ai] ainda na década de 90 esses caras aí estavam longe de passar pela minha mente. [Os palavrões, porque os exemplos ali estão longe até hoje.]
Talvez por eu ter menos de 10 anos, talvez porque eles eram menos difundidos na sociedade. O que eu quero que vocês entendam é essa evolução dos palavrões entre nós seres humanos, com enfoque nos brasileirinhos.
Talvez quando eu fosse um pré-adolescente, minha família e minha criação ajudaram a me manter longe deles e sinceramente não lembro de algum dos coleguinhas da escola que era super boca suja. Um "inferno" ou "merda" já era de deixar qualquer um de cabelo em pé.
Aí esses caras, os palavrões, que andavam na marginalidade, no underground, vieram ao mainstream e ficaram pops. Hoje eles pintam na telinha da Mtv, em média, a cada 5 minutos. Numa boa.
Essa "descriminalização" dos palavrões aconteceu de uma forma natural e já dava claras pistas de que aconteceria. Algumas músicas do rock tupiniquim chocavam os menos libertinos liberais com alguns palavrões esporádicos. Ok que hoje nem rola em músicas a não ser no funk, mas os palavrões estão tão difundidos na sociedade que se a primeira palavra de uma criança for "caralho" ele vai ser o maior orgulho dos pais.
 "Porra, mãe! Libera esse leite logo, cacete."

Xingar alguém já nem tem tanto efeito com esses palavrões genéricos, pra se sentir ofendido agora precisa-se de um discurso inteligente e bem estruturado baseando-se nos possíveis pontos fracos... enfim. Isso é, relativamente, um ponto positivo? Talvez.
O choque é menor quando se ouve uma nova atrocidade linguística. [E eu não me refiro a erros gramaticais.] Por outro lado a gente passa a viver em um mundo banalizado, baixo, com uma notória involução cerebral, pois tudo o que o sujeito pensa e diz pra se expressar são palavrões. Não estou defendendo aqui a volta do uso de termos como "infortúnio" [isso me lembra da Tia Cami] entre outras expressões rebuscadas, mas defendendo o pouco que resta da dignidade e honra desse povo em ter a mínima noção de saber como, quando e onde falar essas palavrinhas de baixo calão.
Não sou hipócrita de negar que eu falo palavrão, ao contrário. Estou apontando tudo isso justamente por ter percebido o quanto eles entraram no meu vocabulário nos últimos anos.

PS: A idéia pro post surgiu um pouco depois de ler esse texto da Mary.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A verdade no que não se vê

Jezebel é separada do marido. Mora com dois filhos no interior. Rosa, a mais velha, até que foi bem criada, mas hoje sua mãe virou alcoólatra e não é mais grande exemplo de vida. O filho mais novo, Henderson, cresceu aos cuidados da irmã por dois motivos, na verdade por vários, mas dois em destaque: primeiro pela incapacidade da mãe educá-lo, segundo por ela achá-lo incapaz de qualquer coisa. Herderson é cego.
Com seus 11 anos de vida o garoto não conhece muita coisa fora de seu quarto, mesmo sabendo que a cidade é pequena e não tem muita coisa pra se conhecer de qualqur forma. Ele não vai à escola, não há uma capacitada para suas necessidades especiais.
Rosa, já frequentando o colegial numa cidade vizinha, dedica agora o pouco de seu tempo livre pra ajudar o irmão no estudo do braille. Seu sonho é passar no vestibular e ser uma pedagoga formada em educação especial.
Henderson estava se sentindo cada dia mais só, pois apesar dos esforços da irmã, o tempo deles juntos diminuia cada vez mais. A voz da mãe ele só ouvia quando ia buscar água ou ia ao banheiro. Ela falava, ou balbuciava revoltada, sozinha enquanto assistia aos telejornais sensacionalistas.
Mesmo assim o garoto era muito feliz. Ele tinha uma amiga. Uma que, desde que ele possa lembrar, sempre contara com ela em todas os momentos de sua vida. Alguém que mesmo com o passar dos anos nunca deixou de lado o carinho e a atenção que ele tanto gostava de receber. Não que ele a exigisse, mas a dedicação da amiga sempre fora total ao garoto.
Jamim visitava-o todas as noites sem falta, escondido da mãe e da irmã dele. Henderson sentia o perfume adocicado da amiga entrando pela janela e ouvia seus passos leves. Logo ele lhe contava como fora seu dia, ela ouvia pacientemente todos os minimos detalhes diferentes que apenas um cego poderia descrever de dias quase todos iguais. Ela não falava muito, mas seu cheiro e o toque macio de seu vestido deixavam aquele menino mais feliz a cada noite.
Uma vez ele contou a Jasmim uma história que lera com a ajuda da irmã, sobre a menina Alice e sua viagem fantástica pelo país das maravilhas. Ela adorou, mas na hora de praxe despediu-se saindo pela janela.
Assim seguia a vida de Henderson, querendo aprender novas histórias interessantes para contar para sua amiga. Um dia ele sugeriu para Jasmim que conhecesse sua irmã. Ela não pareceu gostar da idéia, mas também não negou.
O dia seguinte ele passou imaginando como seria o encontro de Rosa e Jasmim, as duas pessoas que ele mais admirava. Esqueceu até de seus livros matando o tempo avaliando quais seriam suas reações, se gostariam uma da outra, etc. Ele tinha quase certeza que sim, afinal elas eram até parecidas em muitos aspectos.
Naquele entardecer aconteceu um acidente envolvendo Jezebel. Ela andava bêbada em frente sua casa quando um carro em alta velocidade perdeu o controle ao desviar-se dela, que acabou saindo sem ferimentos. Infelizmente o carro invadiu seu quintal, colidiu com a casa e causou um pequeno incêndio no jardim. Henderson ouviu uns gritos, o motorista alegando que o sol poente atrapalhara sua vista e só notou a mulher cambaleante segundos antes de mudar a direção.
Ela e os filhos foram dormir na casa de uma irmã. Henderson não tinha nada contra seus parentes, mas ficou muito desapontado por não poder se encontrar com Jasmim aquela noite, mas ele sabia que ela compreenderia o acontecido e que por isso não puderam se ver. Ele acreditava que seus encontros eram tão especiais pra ela quanto eram pra si.
Os três voltaram pra casa, o garoto estava muito ansioso pela visita de Jasmim. Mas ela não aconteceu. Será que a ofendi sem perceber? Será que ela pensou que eu a abandonei? Muitas dúvidas surgiram na mente dele, nenhuma que levasse a uma conclusão satisfatória. Henderson resolveu simplesmente esperar pela próxima noite.
Mas passou-se uma semana, duas. E mais nenhuma visita ele recebeu. As vezes pensava ouvir o roçar do vestido de Jasmim contra o peitoril da janela, mas quando verificava, era só a cortina nova do seu quarto. Aliás, seu quarto todo cheirava à fumaça desde o acidente e isso o incomodava muito. Mesmo tendo trocado a cortina e feito uma bela limpeza. Não conseguia nem lembrar mais como era o agradável perfume de sua amiga. Amiga. Perguntava-se se ainda poderia considerá-la assim e se, por acaso, esteja onde estivesse, ela ainda o considerava seu amigo.
Jasmim estará guardada na lembrança de Henderson até o fim dos seus dias.

Algum tempo depois Rosa estava de férias do colégio e incumbiu o irmão de ajudá-la na reconstrução do jardim. Ele gostou do desafio e encarou de frente esse novo contato com o mundo externo. Descobriu um gosto novo pela vida, um ainda maior que contar histórias. Seus vizinhos passaram a conhecê-lo. O talentoso e jovem jardineiro cego.
Um dia enquanto adubava a terra perguntou a Rosa o que havia no jardim antes do fatídico acidente, numa curiosidade desinteressada. Ela, que chegava do colégio, cheia de livros nos braços, parou pra pensar.
_Só alguns vasos de samambaia e xaxins aqui na frente perto do portão e uma dama-da-noite aí no fundo, perto da sua janela.
_Ah.
_Henderson?
_Quê?
_Estou muito orgulhosa de você.

PS: Esse post é especialmente para agradecer aos meus visitantes, obrigado pessoal pelas mais de 1000 visitas!
PS2: Sim, é o desenho que o faz especial, apesar de ter sido feito meio correndo e improvisado.
PS3: Usei o marcador Outer Space, o que significa que esse post é fictício, porém sabemos que uma história dessas não é de um tão "far away space".

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Vamos falar de cinema?

Sempre tive vontade de dar uma de crítico e analisar alguns filmes (e livros, etc) por aqui, mas nunca achei que minha opinião realmente valesse a pena ser lida. Provavelmente seria um post bem tiete sobre algum filme que eu goste muito ou algum que eu tenha achado ridículo e estaria falando mal até dos figurantes.
O filme que me desempacou do dilema 'postar ou não postar uma pseudo-crítica' (hífens são válidos até 2012, certo?) foi o Resident Evil 4. Na verdade a franquia toda.
Quando fiquei sabendo do lançamento 3D do último filme, e um 3D digno pra variar (afirmo sem medo que o melhor, desde Avatar), fiquei tentado a dedicar minha atenção aos outros filmes. Na semana anterior a estréia os assisti, querendo entender a mínima história por trás de tanta ação e zumbis pouco aproveitados. Descobri que já tinha visto os dois primeiros filmes, mas vi o segundo primeiro (?). Por isso não dei o valor que eles mereciam já que não entendi bulhufas, mas dessa vez, com toda a minha sapiência de formado em Audiovisual, pude ser mais atento.
O primeiro me conquistou muito, a trilha sonora e a direção de arte são muito boas, assim como a direção e o roteiro (digo isso porque nunca joguei mais de 30 minutos pra saber a história linda do jogo, ok?). Reassisti o segundo com um pé atrás, pois ouvi comentários negativos. Mas deu pra assistir de boa. O terceiro é uma viagem completa, mas a trilha volta ao tema do primeiro, o que ajuda bastante. Não gosto muito daquele tipo de roteiro pós-apocalíptico, mas né.
E então veio o novo. É muita ação pra um filme só, lutas muito dignas em 3D com pequenas falhas tipo "estou obviamente pendurado em cabinhos" que tanto me incomodam, mas ok isso é o de menos. Uma história interessante que continua bem a jornada da nossa heroína Alice. Aliás, como vi os filmes seguidamente, senti quase que era uma série mesmo, pois não são tão longos e tem um ritmo bem legal.
E a Milla dispensa comentários, MAS GOD [SPOILER ALERT] a melhor luta do filme é da Ali (Claire no filme, nome bem irônico depois de Heroes) contra o gigante do machado *-* [/SPOILER ALERT]

Enfim, assistam! Eu recomendo todos eles, no meu filmow classifiquei os filmes, respectivamente, com 3,5, 3, 4 e 4 estrelas (o que, pra ser sincero, é bem alto no meu ponto de vista).
Vou aproveitar e assistir a animação R.E. Degeneration logo, já que to assim meio poser da série HIHI.

PS: Relendo o post, vejo que eu não sou bom em fazer críticas, então esses posts serão mesmo sobre a minha humilde opinião dos filmes analisados. =P
PS2: Os únicos sustinhos q eu levei foram no 3 e no 4 em momentos NADA a ver. x__x

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Todos os cães merecem o céu.

E merecem mesmo.
Um relacionamento sem nenhum tipo de cobrança. Quem proporciona isso? Um cachorro. No máximo ele faz aquela carinha de dó quando tá com fome.
Receber-te todos os dias, a qualquer hora, sempre com o mesmo entusiasmo e amor (evidentes na cauda que não para de abanar). Quem proporciona isso? Um cachorro. E quando ele ainda chora de saudade é ainda mais reconfortante.
Se triste, feliz, agitado ou dorminhoco, ele sempre estará ali, pronto pra oferecer horas de brincadeira e distração dos problemas do mundo lá fora. Correndo em um campo verde embaixo dos raios de sol de uma bela manhã ou debaixo da varanda ouvindo a chuva caindo enquanto o sol se põe. E tremendo na sua perna cada vez que ouve um trovão.
O frio, os barulhos, os insetos, os desconhecidos. Eles se incomodam com coisas banais que até chega a ser irritante, mas depois de tanto latir, sempre olham pra você, pra garantir que espantaram o mal pra longe de seu querido amigo.
É isso mesmo que somos pra eles? Seus donos são seus amigos? Só pelo fato de alimentá-los?
Não.
Eles nos consideram amigos por muito menos que isso.
Um carinho, uma palavra carinhosa. Só isso e eles já estão pulando de alegria.
E essa amizade tão verdadeira, tão leal e protetora só chega ao fim de um jeito. O jeito inevitável.
É terrível ver esses nossos amiguinhos sofrendo, depois de ter nos dado apenas bons momentos. É injusto.
Mas a vida é injusta, então pra eles só um lugar pode estar reservado: o paraíso. Onde eles estão livres de toda a dor e envoltos em uma nuvem de amor e da saudade que nós sentimos.

Sofia.
Descanse em paz.

domingo, 29 de agosto de 2010

Villains

O que é uma boa história sem um grande herói? E o que é um grande herói sem uma grande motivação? E qual a melhor motivação do que um vilão inescrupuloso?
Dignos de admiração ou não esses personagens maléficos são essenciais numa boa trama. Com histórias complexas e bem trabalhadas os vilões são muitas vezes muito mais interessantes que os mocinhos.
Baseado nesse pensamento parei pra pensar e escolhi meus vilões favoritos de todos os tempos e aí vai uma lista coisa que eu ADOOORO fazer que não está necessariamente numa ordem específica:
-Tai Lung (Kung Fu Panda)

-Kanoe (X-1999)

-Lynx (Chrono Cross)

-Aizen (Bleach)

-Sylar (Heroes)


-Lord Voldemort (Harry Potter)

-Sephiroth (Final Fantasy VII)

-Coringa (Batman O Cavaleiro das Trevas)

-Azula (Avatar A Lenda de Aang)

Sim, a Azula é a que mais me perturba entre todos. De longe. (Mal posso esperar pela possível continuação do Último Mestre de Ar nos cinemas e ver se o Shyamalan vai trabalhar ela bem *-*)
Por pequenos detalhes técnicos (e pra não ficar muito extensa, entre outros motivos) não inclui mais alguns nomes nessa lista, como:
Murtagh (Eragon), Elle (Heroes), Waka (Okami), Magneto (X-Men), M. Bison (Street Fighter), Ken Castle (Gamer), Jigsaw (Jogos Mortais), etc.
Também não vou colocar os vilões das minhas histórias, por que aí também é muita pretensão. HIHI

E vocês? Qual o seu vilão favorito?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

dream of a material boy #1

Ah gente, como eu twittei uma vez eu não gosto de ser materialista e consumista, mas... O MUNDO FUNCIONA ASSIM! Ele me obriga a comprar, ou melhor, a morrer trabalhando pra comprar. Se eu não fizer assim, morro de fome (e de vontades).

Eu não ligo pra marcas. Não ligo pro que os outros pensam sobre o que visto, etc. A única influencia que isso tem sobre mim é seu eu gostei, se achei que ficou bom, se caiu bem em mim ou não. Adquiri recentemente esse lindo Nike (vindo diretamente do Vietnã). Sim, é original. Paguei caríssimo, mas me apaixonei por ele e isso compensa tudo.
Essa paixão, pra mim, é tão inexplicável quanto a minha paixão por carros. Surgiu de repente e não tem uma taxa de valor, nem marcas definidas. Olhei, gostei, comprei. Ás vezes preciso me prostituir pra isso, mas é a vida.
BRINQS!

Próximo desfalque monetário será causado por:
-Uma Tablet ou um ingresso pro festival SWU.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Mundo infinito

Se existe um lugar sem fim é a imaginação. Com ela podemos ir à qualquer lugar, ser e fazer qualquer coisa, não importa o quanto ela seja impossível. E se tem um ótimo navio ou carro ou foguete ou trem ou bicicleta ou qualquer que seja o meio de transporte pra nos levar a esse mundo fantástico é um livro. Cada página traz consigo novas viagens emocionantes.
Só temos a crescer e evoluir com os livros. Uma biblioteca toda cheia deles é um tesouro para os apaixonados por leitura e pra esses eu indico o incrível site Skoob!
Passei um tempão me divertindo ali! Add eu depois ;D

domingo, 8 de agosto de 2010

Paternidade

Fiz lá o vidinho pro meu pai, e essas são as palavras que eu escrevi pra ele:

"Em todos os momentos de minha vida, dos menos relevantes até aqueles essenciais, guardo apenas memórias de um pai generoso, carinhoso, preocupado, bem humorado e digno do meu respeito.
Claro que como todos os seres nessa Terra, tem seus momentos mais difíceis de tristeza, angústia ou stress, mas quero que saiba que assim como me ajuda a enfrentar os meus momentos, eu estou aqui para ajudar a passar pelos seus de cabeça erguida como sempre fez. Tenho a plena certeza que minha mãe também oferece seu apoio como sempre testemunhei nos meus 20 anos de vida.
E se tenho algo a fazer atualmente é agradecer. Plenamente.
Pelo amor que o senhor dedicou e ainda dedica à ela e a mim. E não só essa dedicação, mas a batalha da sua vida toda, ou pelo menos do pouco que eu sei sobre sua história sempre foi um exemplo pra mim. Dando forças pra eu continuar a lutar nesse mundo tão dificil e sabendo que meus problemas, por maiores que sejam aos meus olhos, serão superados com a sua ajuda, pois me guiará pelo melhor caminho com sua experiência.
Quero que neste dia o senhor esteja ciente do quanto é importante para mim, tanto que nem consigo expressar com melhores palavras que essas: EU AMO VOCÊ, PAI!
E embora isso não fique claro nos outros dias do ano esse amor está sempre presente, junto com o respeito e admiração que eu tenho pela sua pessoa.

FELIZ DIA DOS PAIS!"

p.s.: Obviamente desconsiderei os (não tão) raros momentos que ele me irrita, mas não ia cair bem, né...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Changes

A vida é feita de mudanças e transformações, como nos filmes. Acontecem aquelas reviravoltas na trama e muitos acham que isso faz um filme ser bom, surpreendente. Mas aqui no mundo real não é sempre assim. Mudanças podem ser chocantes e indesejáveis.
Não sabemos lidar com o novo e diferente, na verdade ninguem gosta de ser tirado de seu mundinho cômodo.
Ok, aqui termina a minha análise generalizada dessa situação e vou seguir uma dica sobre a impessoalidade do meu blog. Como essas mudanças tem afetado a minha vida?
De várias maneiras, mas eu honestamente não posso e nem quero reclamar de nenhuma delas. Bem, talvez de uma, mas essa é inevitável:
CRESCER.

Sim, sempre fui (e ainda me considero) uma criança feliz, mas cresci e o mundo começou a me impor transformações que eu nem sempre estava preparado para encarar. Mas eu, com toda a minha tranquilidade e paciência, passei por todas elas com um sorriso no rosto e com o apoio da família e dos amigos.
Só que nesses últimos tempos, principalmente esse ano a pressão aumentou consideravelmente, mas eu tenho convivido bem com todas essas mudanças e me toquei que elas estão me ajudando a evoluir, a ver melhor o mundo e todas as suas armadilhas.

Estudo, trabalho, hobbies. Amizade, inimizade e o amor. Finalmente começo a achar que entendo o que é 'amor'. Talvez seja porque os hormonios (e isso é culpa da biologia, não minha) não estão mais fervendo desesperadamente dentro de mim, afinal 20 anos e eu finalmente comecei a raspar os pelinhos que nascem aqui e ali no rosto fazer a barba. Enfim aquela melação e fofura começa a me parecer justificável.
E agora espero pacientemente pela próxima mudança na minha vidinha, a qual eu acho que será a maior de todas (e espero que melhor de todas também).
 
PS: Pensando bem, todas essas mudanças que a vida nos traz são inevitáveis. Eu, pessoalmente, acredito muito em destino, mas não naquele determinismo e tal.
PS2: O livro que eu to lendo agora está desencadenado muitas reflexões desse tipo em meu cérebro confuso.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Seguindo a modinha?

Os vampiros estão à solta!
Eu pessoalmente estou ansioso pelo Vampires Suck, mas fora isso conheci algo que vale a pena no meio de tantas... outras coisas que surgiram só por causa da modinha.
"Vamos fazer sucesso à custa dos outros" é um péssimo lema quando não é zuera. Enfim, juro que não estou aqui pra criticar.
Quero é indicar a banda Aural Vampire. Pra começar o assunto nem é tão vampiresco assim, mas a cantora gosta de usar presas e roupinhas dignas de "Entrevista com o Vampiro". As músicas, que seguem um ritmo eletrônico 'puntz-puntz' são muito boas e só com 2 integrantes na banda, ela e o DJ mascarado.
Tô indicando pra todos que curtem uma baladinha menos pop, mais alternativa e (em um termo que acabei de inventar ou não) J-techno.
HIHI

Se quiser ouvir, aí vai uma música que não sai da minha cabeça faz 5 dias.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A correnteza do rio vai levando aquela flor

Não que o "Martelo das Bruxas" tenha sido um fiasco, na época nós nunca pensaríamos em descrevê-lo assim apesar de vermos hoje que é verdade, mas esse pequeno sentimento de decepção nos fez querer provar que poderíamos fazer algo bom e com uma cara minimamente profissional e surgiu a idéia de continuar nessa vibe de época e fazer um trabalho de direção de arte ainda melhor.
A idéia era explorar a ditadura brasileira que surgiu de uma zueira do semestre anterior, um drama familiar criado por seis (ou mais) pessoas empolgadas. Enfim Cardoso Jr. bolou um argumento e Bruna solidificou um roteiro incrível, na minha opinião. Com essa confiança toda a idéia de ter uma premiação no fim de cada semestre surgiu e solicitamos ao coordenador do curso que ele organizasse isso. E ele fez. E nós odiamos, mas explico isso depois.
Pra decidir quem ia dirigir o curta os diretores dos anteriores meio que tiraram os seus da reta, eu lembro que estávamos voltando pra casa de carona com meu pai e pra acabar logo com o mimimi e mostrar pro meu pai que aquele curso era sério eu disse que assumiria a direção. Fiz isso morrendo de medo, mas até que seria legal eu ser um pouco mais útil importante dessa vez e isso me impediria de atuar... O resto da equipe não parecia tão confiante comigo, não tenho cara do diretor que bota ordem na porra toda e ainda mais que íamos fazer as gravações num sítio em outra cidade (com piscinas e muitas outras coisas pra distração do povo), mas como ninguém se opôs (não que eu saiba u.u) virei o diretor de vez.
Ah, por falar em atuar, queríamos dessa vez dar uma caprichadinha nos atores, mas a corrida contra o tempo meio que impediu, pois a ideia era gravar MESES antes pra dar tempo de editar tranquilamente. O fato de ter que viajar e tudo mais acabou eliminando as poucas opções que tínhamos e resolvemos nos virar com nós mesmos e nossos caridosos parentes. Mariana foi escalada para mais um papel, Will foi empurrado junto e finalmente descobriríamos se o senhor Cardoso "eu fiz cênicas" Jr. era bom mesmo. A prima e o pai dele também atuaram no curta, além do sítio que era do avô dele. Enfim, ele era o produtor e correu atrás de tudo isso.
Eu escalei o Marcos pra ser meu cameraman, porque obviamente eu não queria nem botar a mão na câmera e fazer merda. Ele empolgou e me ajudou com o storyboard e a decupagem técnica em algumas tardes depois de uma visita prévia ao sítio (aliás, me arrependi amargamente da caminhada que encaramos pra chegar lá depois de descer do ônibus).
Finalmente chegaram os dias da gravação, passei o dia anterior arrumando as malas (a de roupa e a de objetos cenográficos) e o nervosismo me dominou por completo. Depois de alguma confusão ainda aqui em Ribeirão, nos ajeitamos nos carros (glória) e partimos.
O pessoal que não tinha ido curtiu bastante o lugar, mas o grande problema agora era que a família do Jr. estava em peso lá, foram aproveitar o final de semana de sol. Ótimo. Gravações podem ser cheias de gente e barulho mesmo #NOT.
Rebolamos um pouco pra dar um jeito, principalmente Fernanda que como "contra-regra" ou seja lá o que ela foi exatamente nesse curta, que teve que espantar os MILHÕES de patos pra longe em cada cena. Aliás, várias e várias lembranças inesquecíveis de Fernanda por lá. hihi.
O primeiro dia acabou, fomos dormir. Ou não. Uns bebendo, outros jogando sinuca, outros apenas conversando. Se dormimos 4 horas foi muito. Logo o sol estava dizendo que tínhamos que voltar ao trabalho.
Tinha muita cena pra gravar ainda e o pior é que não dava pra deixar pro final de semana seguinte, pois o gasto seria muito maior e o dinheiro se esgotara. Tentamos gravar tudo na habilidade, mas CLARO que surgiu muitos contratempos. O pior deles acho foi O BANDO DE PESCADORES na beira do rio que na visita prévia estava tão vazia... A galera ouvindo música alta GRR, mas nos viramos como dava e acabou que o vento arruinou todo o audio das tomadas do rio anyway. Deu pra salvar um pouco na edição.
Ah, a edição. Que não lembro porque demorou pra ser feita. Eu a acompanhei pessoalmente. Uziel e Pinda se superando lá, ficou tudo maravilhoso. Mas tudo em cima da hora, pra variar. Trilha boa, cores boas, um probleminha técnico ou outro, mas eu estava SUPER confiante, afinal minha direção não tinha sido tão ruim assim, botei ordem na galera lá no sítio, guiei as gravações enquanto todo mundo se perdia. Enfim.
Foi um bom trabalho e com o queixo erguido mostramos para os professores para uma pré avaliação e... Ok, eles nem falaram TÃO mal assim, mas surgiram algumas faíscas que foram se amenizando até que finalmente chegou a 1ª Sessão Pipoca competitiva. E ali meu bem, a coisa PEGOU FOGO!
Nem vou me revoltar tanto aqui pra não falarem que eu sou um mau perdedor e mimimi, mas DAR MELHOR ROTEIRO ORIGINAL PRA UMA ADAPTAÇÃO DO ZÉ DO CAIXÃO E NÃO PRA GENTE? Só estando de caso com o coordenador mesmo u.u
Só vou dizer que aí começou a revolta geral contra a ainda-não-tão-espetacular "Nova União". Eu pessoalmente não tenho nada contra nenhum deles, acho-os ótimos profissionais, mas as birrinhas os impedem de crescer em equipe e levar o cinema regional nacional pra novos níveis. #Prontofalei.

Ah, como pude esquecer disso... EER! Minha mãe também atuou no curta, ela foi a personagem da Mariana anos mais velha. Acredita que eu tive que ouvir elogios de algumas pessoas que acharam que era a Mariana mesmo só que maquiada? xD

Fui ali assistir o DVD enquanto escrevia o post pra lembrar de alguma frase-pérola, mas tem MUITAS, deixa pra lá... Pude reparar também os erros na minha direção, é bom aprender com essas experiências, hoje sou mais crítico pra isso.

Próximo: Muitas idéias, pouco tempo, muita pressão... JOGA TUDO PRO AR e faz "TPM".

quarta-feira, 30 de junho de 2010

igual

um pecado, tudo errado
mas nem faz sentido
esse julgamento
já que se parar pra pensar
é muito mais fácil
entender, compreender
desvendar, conversar e...
"entreter" satisfatoriamente
ALGUÉM
com as mesmas carências
físicas e afetivas que
VOCÊ
.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

The beast

O leão ruge.
O coração treme.
Mas ele treme não daquela emoção gostosa, ele simplesmente reverbera com as ondas sonoras provocadas por aquele belo e inesquecível rugido.
Quanto mais ele vibra, mais eu me confundo e mais o leão vira rei. Domina, comanda, faz o que quer com o pobre e inocente coração palpitante.
O sangue, vermelho e escuro, faz o que raramente faz. Ferve. Acelera. E isso não ajuda.
Mas o leão é sensível também, talvez só esteja esperando um bom coração domá-lo.

Mas diga-me:
como me aproximar de tal fera sabendo que posso me machucar?

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Another Brick In The Wall

Uma estrada sinuosa. Ela passa por vales, colinas, montanhas. É cortada por rios e florestas, mas com certeza ela continua mais a frente. Cabe a nós saber achá-la e continuar rumando pelo caminho certo.
Se tem uma pedra no meio do caminho, pulamos. Se tem um morro, contornamos. Se tem todo o oceano, nadamos. Obstáculos nunca vão faltar. Cabe a nós ultrapassá-los e continuar rumando pelo caminho certo.
Porém alguns deles parecem intransponíveis. A estrada talvez não valha a pena, não é de tijolos amarelos e não vai até o fim do arco-íris. Será que depois de tudo, nosso sacrifício foi em vão?
Não. Cabe a nós não desistir e continuar rumando pelo caminho certo.
Em alguns momentos nos deparamos com muralhas construídas justamente para nos testar e cada pensamento negativo é só mais um tijolo que se junta para deixá-la ainda mais imensa.
Como continuar? Não tem jeito.



Paramos.



E por ali ficamos.



E aí está o grande teste dessa estrada chamada "vida". Aproveitar esse momento de parada pra retomar as forças e destruir essa muralha. Cada um realiza essa difícil missão de um jeito, o importante é continuar rumando pelo caminho certo.

ps: é mais fácil rumar o caminho certo se vc puder contar com alguém, seja quem for
ps2: qual é afinal o rumo certo?

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Meu sangue

Tem, em algum lugar dentro de mim, algo correndo por minhas veias. Em meio as hemoglobinas, plaquetas e tudo mais, tem algo que me domina, que me comanda. Ou no mínimo que me faz ser como sou, de propósito ou não, mas sua influência é muito poderosa e magnânima.
Circunstâncias que nos cercam instigam esse algo e expõe nossos sentimentos e todo o nosso ser como se fosse normal. Mas depois se para e pensa e se arrepende.
Nesse caso, não eu. Não tem nada que eu diga que me arrependi de ter feito. Pelo contrário, comigo é o oposto disso. Meu sangue é meio frio, mais viscoso talvez. Ele não flui vigorosamente, não esquenta.
"Sangue de barata" dizem. E barata tem sangue? Nem sei.
Só sei que eu tenho, esteja essa definição correta ou não. Passar por maiores estresses sem me alterar e, veja bem, acho isso digno de algo muito superior à baratas. Claro que engolir sapos é algo muito diferente (nada contra anfíbios). Mas o segredo é ser superior e argumentar na maior calma, se você não está errado, por que a tensão? Se for parar pra pensar, dizem que as baratas vão sobreviver às bombas atômicas que nos matarão, então posso dizer que elas são superiores. Palmas.
Isso não é dica, nem toque, nem indireta. As vezes invejo quem tem sangue quente, que põe a boca no trombone, causa e impõe suas vontades, mas olha o trabalho. Prefiro evitar a fadiga. E outra: não quero morrer de pressão alta.
Abro um sorriso, enxergo o lado bom das coisas, sei que no futuro eu darei altas risadas desses rolos todos. E não, isso não é ser falso, ser falso é algo totalmente diferente. Porque se você está de bem com a vida a verdade está sempre estampada na sua cara.
Agora chega porque até eu me cansei desse papinho meio auto-ajuda feelings...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Viagem sem volta

"... Mas, gradualmente, me pareceu que eu havia me convencido de uma coisa que não era verdade. Tinha me levado a acreditar que estava bem, feliz e realizada, sozinha, sem o amor de nenhuma outra pessoa. Para mim, estar apaixonada era como a China: sabia que existia, que sem dúvida devia ser muito interessante e que algumas pessoas iam até lá, mas eu nunca iria. Eu passaria toda a minha vida sem jamais ir à China, mas isso não teria importância porque havia o resto do mundo para visitar.
..."
trecho de 'A Luneta Âmbar' de Philip Pullman.

Li isso hoje e tipo, me identifiquei master.
Ainda faltam umas 80 páginas pra terminar de ler finalmente essa trilogia. Até que tô curtindo, maior piração essa história, bem diferente do sentimento que o filme me passou.
E vocês: já assistiram 'A Bússola de Ouro'? Já leram os livros? Curtiram?

sábado, 15 de maio de 2010

(In)Complexidade

Verde com verde,
canto com canto.
E que grande encanto
me traz um quebra-cabeça.
Muitas voltas e curvas
que perfeitamente se encaixam
como poucas coisas na vida.

Perfeito assim
só um filho no colo da mãe
ou, por poucos segundos,
aquele beija-flor dançando no jardim
em harmonia com toda a flora
ou ainda
um abraço carinhoso
de uma amizade verdadeira.
Todos esses momentos que
dispensam a verbalização
do sentimento
daquele singelo momento,
preciosos segundos
que valem por dias
anos, décadas e séculos.

Um século...
Mas nem é preciso tanto tempo
pra se montar um quebra cabeça, pois
sua complexidade se constrói
nos mínimos detalhes
pessoais e intransferíveis
selados por uma gota salgada,
ou várias,
ou uma gargalhada
ou uma risada abafada.

Sons, cheiros e cores
montando o quebra-cabeça
mais memorável
que compõe uma alma
e completam o espírito.
Ou seja, ele está incompleto
e se falta uma peça
aquela obra complexa
nunca será a mesma.
 
PS: Uma festa regada a Red Label e Dark Dog rendeu isso.
PS2: Nem era pra ser um poema com rimas e métricas, só decidi escrever assim.
PS3: Se o blog não chamasse "soprando bolhas" seria algo relacionado a quebra-cabeça.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

My Day

Um dia. Vinte e quatro horas repletas daquele sentimento super mágico, único e especial. Todas elas, cada momento e cada pensamento todos para mim, pois aquele era meu dia. O único dia que eu podia ter tudo e tive tudo. Quase tudo, na verdade, mas bem próximo do tudo eu cheguei.
Incrível, pois ao mesmo tempo senti que não tinha nada. Nenhuma baboseira dessas, não era nada demais, era só um dia como qualquer outro. A rotina foi a mesma para todas as outras pessoas e teria sido a mesma para mim também. Só mudaria alguns instantes ao telefone ou respondendo recados no orkut e no twitter. Todos adoráveis, alguns mais pessoais e mais repleto de significado que outros. Esse é o problema de uma rede social expor a sua data de aniversário pra meio mundo.
O sentimento de ser lembrado e amado existia. Mas em mim ainda faltava algo. Não ajudou em nada ter passado 80% do dia enjoado e com dor de cabeça, mas a dor física era pouca nem tanto, vai se comparada ao que meu coração sentia.

O vazio.

Tudo era frio como o dia lá fora. Mas fala sério, o que eu tava pensando? Eu não sou assim. Será que isso é algo que vem com a idade? Afinal não é todo dia que se faz vinte. Vinte anos, deixei de ser um "teen".
Aqui dentro sinto e posso afirmar que nunca deixei nem de ser aquela criança sorridente e inocente, apesar do corpo e de uma parte de mim terem mudado completamente. Mas a criança ainda existe com a força de uma tsunami, pois ela deixou a dor de lado e recebeu finalmente uma alegria genuína: o calor humano de um abraço amigo.
E depois melhor, descobri o que finalmente faltava no meu dia: aquele parabéns, daquela pessoa. Adorei todos que recebi, de coração, mas o coração não mente e sinceramente se animou com aquelas palavras que o dia todo aguardou. Era para terem sido as primeiras, mas foram as últimas e meu dia acabou com chave de ouro. Diamante. Não. Uma jóia ainda mais rara e valiosa: a amizade.

"...
This is my day
And I wanted you to know
This is my day
And I’m gonna be okay
..."

My Day - Blue Foundation

domingo, 9 de maio de 2010

Oh happy day!

"...
You would not understand a dream
If love means everything burns
..."
t.A.T.u. - 220

Feliz dia das Mães pra todas as mães da minha vida: a minha biológica, a minha madrinha, minhas tias, as mães dos amigos e amigas que eu super considero também! Sintam-se todas devidamente abraçadas e homenageadas nesse dia.
Não vou escrever um textinho EMOcionante aqui porque minha criatividade se esvaiu toda no vídeo que fiz pra minha mãe. Aliás, me superei porque na quinta-feira ela recebeu presente na facul, por ser a mais velha da turma e talz o pessoal lá adora ela, depois sexta os funcionários do HC também deram presente e mesmo assim hoje, às 5:30 da matina, ela se debulhou horrorosamente em lágrimas em um vídeo de 3 minutos que eu fiz.
HIHI.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

De Netuno, com amor

"Nunca contei isso pra ninguém, mas sou um alien apesar da minha aparência enganar.
Vim de muito longe para este planeta na intenção de encontrar um bom lugar para viver. Onde eu vivia antes era escuro e solitário.
Quando cheguei, muitas informações estranhas bombardearam meu cérebro (é, eu também possuo um, um pouco mais desenvolvido, mas quase a mesma coisa). Um tal muro que tinha caído, o fim de uma guerra fria. Pareciam ser coisas importantes, mas na época eu não consegui processar muita coisa e não assimilei nada disso, ainda não estava habituado aos costumes nem a língua deste mundo.
O tempo foi passando, eu fui me adaptando a isto que chamam de Terra e a tudo que há nela. Bom, quase tudo na verdade.
Com plantas, animais, com os elementos da natureza, a estes eu me adaptei. Sentimentos, eu não fazia ideia do que fossem, mas consegui desenvolve-los razoavelmente bem. Acompanhei um pouco a evolução da tecnologia humana terrestre, o que me impressionou nesses quase 20 anos. Acabei ficando quase dependente dela.
Uma coisa que eu estou me adaptando ainda são os habitantes que dominam o planeta. Sou tão parecido com eles, mas ao mesmo tempo tão diferente.
Pergunto-me frequentemente como é possível. Eles são capazes de complexas relações entre si, as quais tentei compreender com o (pouco) domínio que tenho sobre os sentimentos. Eles parecem depositar a felicidade e a tristeza no outro, algo que parece tão íntimo. Bom, até aí eu compreendi, apesar de um pouco confuso, mas quando surgiu o respeito, amizade, amor, confiança... meu cérebro quase parou. São lindos de se ver, só que as vezes são substituídos por ódio, falsidade e outras coisas ruins que pra mim são quase inadmissíveis.
É intrigante quando um surge no lugar do outro ou, ainda mais, quando existem mutuamente (pensando bem, o cérebro desses humanos é tão desenvolvido quanto o meu, mas de diferentes maneiras).
Pra não ficar completamente perdido no convívio dos (poucos) humanos que eu sou mais próximo, quis revelar minha verdadeira identidade. Não sabia se entenderiam e como reagiriam em meio a sua complexa rede de sentimentos por mim. Mas achei importante, pois pelo que soube a amizade é baseada na verdade e se depois ela desaparecesse é porque nunca tinha sido real.
Pra alguns eu contei, mas além da supresa e choque inicial (outros nem tanto) provaram sua lealdade e continuaram ao meu lado. Maior ainda foi o meu choque quando outras pessoas revelaram pra mim que também vieram de outros planetas, galáxias e universos. Com estes está sendo muito mais fácil desenvolver relações, mas o carinho meu para com todos os humanos é igual, pena que nem sempre é recíproco.
Muitas vezes durante o meu crescimento aqui enfrentei diversas provas que me foram impostas devido à minha condição. Minhas mínimas diferenças de alguns deles os incomodavam e eles faziam de tudo para me repelir ou prejudicar. Não me permiti ser afetado por nada disso, apesar de ter sido muito difícil algumas vezes. Os humanos incrívelmente valorizam coisas que me parecem tão superficiais e talvez até desnecessárias, por outro lado ignoram qualidades impecáveis. Não digo que eu possuia/possuo uma ou outra, mas minha tragetória me ensinou diversas coisas.
Obviamente eu acabei sendo influenciado e cometi também "erros humanos". Foi inevitável e tenho a certeza que ainda cometerei mais alguns, pois a jornada que me espera pela frente ainda é grande. Tento cada dia mais me adaptar, mas seria de grande ajuda contar com a colaboração humana. O que me preocupa e me faz acreditar que não poderei contar com ela é o estado atual do planeta. Se o pessoal aqui não cuida nem do que lhes é vital, o que esperar que façam com o que simplesmente não os agradam?
Claro que existem as excessões nas quais eu deposito minha fé: todos aqueles que possuem uma visão mais universal do que é 'ser humano', uma visão menos egoísta e ignorante."

sábado, 1 de maio de 2010

Meu MELHOR papel

E eras depois voltarei a falar dos meus trabalhos na facul. Bom, estamos agora em agosto de 2008 e depois do primeiro semestre eu já me sentia mais confiante e queria ousar mais nas produções. E pra ajudar começamos a ter aula de adaptações históricas! Uma matéria e tanto pra quem gosta de épicos. Nosso próxio curta estaria bem longe disso.
E quem manjava muito de história e não podia deixar essa passar? A Bruna. Ela teve a idéia de adaptar pra um curta um pouco do que foi a época da inquisição. A idéia original, o argumento e até o roteiro em si ficaram ótimos e com um final muito bom, surpreendente. Mas aí começou a correria. Escolher atores, locações, figurinos, os objetos e tudo mais que ajudasse a remeter à época da inquisição. Pois bem, a Bruna agora provava que sua direção de arte realmente era muito boa e com a ajuda do pessoal fez um trabalho memorável.
"E aí, a Mariana vai ser a Bruxa, a Fer pode ser a filha dela. Precisamos de um padre..."
É, Deus me deu essa carinha redonda e inocente pra isso mesmo. Eu fui escalado como padre. Até então eles não sabiam de um pequeno defeito meu (que contarei daqui a pouco).
O estúdio Kaiser foi uma escolha geral do pessoal, lá tinha um clima macabro que era mais ou menos o que a gente queria passar. A camera ainda era um problema, não queríamos repetir o feito que foi filmar o "Luxúria" com VHS e arrumamos uma digital um pouco mais power. Não muito. Mas era o que tínhamos. Aliás, parabéns pro Cardoso Jr. que sem tripé até que conseguiu não tremer muito durante os planos.
Pra ser sincero não lembro de muito mais, mas o dia da gravação em si foi inesquecível. Fui de busão pro estúdio, no caminho fui decorando ou não as falas. Chegamos lá morrendo de medo (eu, pelo menos) de levar um safanão. Sei lá, parecia que a gente tava fazendo coisa errada. Hihi. fomos procurar bons locais pra filmar, arrumamos e depois fomos nos arrumar. Figurino e maquiagem (inclusive em mim, porque claro, bem naquele dia resolve nascer uma espinha muy amiga no meio da testa). Até que ficamos convincentes, paramos pra tirar fotinhas (pra capa, poster e por diversão) e do nada, assim DE REPENTE surge um velhinho.
o.o
Infartamos todos. Mas ele era um tio aí do meio cinematográfico, viu que a gente ia filmar e foi lá tirar umas fotos. Tirou 50 milhões de fotos. Só das meninas. É, dó da Má, da Téf, da Fer e da Bruna.
Filmamos incansavelmente o dia todo. Levamos muito mais tempo do que o esperado e tudo isso por que? Porque a anta do padre não decorava de jeito nenhum as falas! E pra piorar travava assim que a camera apontava pra ele. Odeio falar em terceira pessoa, mas ai, esse padre foi tão idiota que eu me desapeguei dele. O mais incrivel: no ensaio ele era o ser mais maligno do mundo, como deveria ser de acordo com o roteiro, mas era só ligar a camera e... e... e... eu travava. Pobre Fer que ficou lá horas segurando a forca com um modelito sãper sexy. Por falar nela, as cenas dela ficaram ótimas como menina cega (quando exibimos o filme, todo mundo perguntou "Fer, por que você fica olhando pro nada?" "PORQUE EU ERA CEGA!" hehe).

AAAAAAAAAAAAAAAAAAHHH
Eu já tava esquecendo a coisa mais épica desse curta. Fomos filmar o inicio, da freira Bruna indo conversar desesperada com o Padre.
CJ- "Vem correndo, faz um drama e grita pelo padre. GRAVANDO"
*Bruna vem correndo e... CAI escada abaixo. Todos atônitos olhando. João continua a cena.*
xD
Mas não aconteceu nada grave, eram só 4 ou 5 degraus.
Enfim, foi um dia cansativo, traumatizante, mas serviu pra gente aprender que fazer um curta exige sacrifícios e não é só festa e alegria (a não ser que você esteja gravando "TPM", mas isso é mais pra frente).
Pouco tempo depois era o dia da apresentação, não foi grandiosa como a sessão pipoca e desde quando essa coisa é grandiosa?, mas deu orgulho de ver que deu tempo de editar. Aliás, foi aí que aprendi que a edição faz milagres. Ainda mais na mão de um milagreiro. Lucas, mais conhecido como Pinda. Fez uma intro mó massa.
O curta em si é cheio de pequenos defeitos, tipo a freira que usa allstar, uma igreja com só 5 fiéis um deles o próprio carrasco, etc. Mas ahn, outras coisas chamam atenção e aqui fica o meu espanto: Elogiaram loucamente minha atuação. É, pasmem. Ok, nem foi tanto assim, mas já é muito mais do que eu merecia. Eu quase acreditei. Só que (futuramente vocês vão entender porque) minha carreira como ator foi por água abaixo depois disso. Já a da Má, a incrível bruxa esperta e levada, só cresceu e arrecadou muitos curtas no currículo. (A da Bruna e da Téf eu nem comento que já é covardia.)

Assim meu círculo de amizades começou a crescer e ficar cada vez mais forte. Eu não tinha idéia que, bem ou mal, estaria agora conectado de um jeito muito forte com cada uma dessas pessoas. E a maioria delas só tenho a agradecer.

Pra não perder o costume, a frase que marcou o curta foi, de longe:
"Porra Grande Mãe!"
(juro que é coincidencia terem palavrões nas frases)

Próximo: Um final de semana muito louco cheio de altas armações em Serra Azul.
Narrador da Sessão da Tarde sobre "A Correnteza".

PS: Não vou falar mais porque o post já tá enorme... mas se a equipe comentar aí, pode ajudar a lembrar mais acontecimentos fatídicos durante a produção desse curta ;D